Ulisses Tavares, polígrafo e entrepreneur brasileiro.
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ULISSES TAVARES
Trajetória Literária-Resumida
 
 
 
            Década 50:
 
            Aos 8 anos de idade, publica seus primeiros poemas em jornais de Sorocaba, sua cidade natal-SP.
            Aos 9 anos, provoca a demissão do editor da Folha de Sorocaba que publicou seu poema escatológico, por imposição do clero local.
           Aos 10 anos, expõe seus poemas escritos em folhas de cartolina na praça de Sorocaba originando uma prática que, anos depois, seria a Poesia em Varal.
 
 
            Década 60:
 
            Publica vários opúsculos com poemas, impressos em mimeógrafo, que vende em uma barraquinha com um cartaz que anuncia que se trata do Cigano da Poesia.
            Organiza o Festival Regional de Poesia, no Sorocaba Club, reunindo poetas de 22 cidades vizinhas num grande show de poesia e música.
            Lança seu primeiro livro “profissional”, com o título de Reminiscências. Com título de livro de velho e nome de velho, a crítica literária o saúda como um poeta veterano...apesar de seus 16 anos de idade.
            Começa a conciliar jornalismo com poesia, ganhando bons cachês para declamar versinhos melosos em festas de debutantes no Interior de São Paulo.
           Já famoso também como colunista social, aproveita seus contatos para proteger e esconder jovens da esquerda da sanha dos militares da ditadura. E publica sob pseudônimo desenhos e poemas dos presos políticos.
 
 
           Década 70:
 
            Edita o jornal/movimento Poesias Populares, mobilizando 280 poetas em todo o Brasil em recitais e luta contra a censura.
           Como co-editor do Núcleo Pindaíba Edições e Debates edita poetisas que estão hoje com seu espaço conquistado, como Leila Miccolis, Rita Khell, Lúcia Villares e muitas outras.
            Cria e lança vários cartazes denominados Iniciativa Privada, com poemas e espaço para o leitor, que são colados em banheiros públicos de todo o Brasil. Cartaz premiado pelo Clube de Criação de São Paulo.
           Edita e lança o primeiro best-seller da poesia marginal brasileira, o Pega Gente, em formato de bolso, que vende mais de 150 mil exemplares.
           No programa de Osmar Santos, Rádio Globo, faz poemas, ao vivo, sobre fatos do dia.
          Cria, baseado nas idéias do psicanalista maldito Willian Reich, recitais corporificando a poesia chegando a reunir 2 mil pessoas no Parque Lage, RJ.
           Participa do polêmico movimento Arte Pornô, onde é o poeta-personagem Príncipe do Escracho, com passeatas poéticas pelados em Ipanema e shows pelo RJ.
           Compra briga feia com a poesia concreta, chamada pela Pindaíba de o AI-5 da Poesia.
 
 
           Década 80:
 
          Inicia seu projeto de realizar “música literárias”. Com o músico Gandhula é escolhido para o Festival MPB-Shell, da TV Globo, com letra baseada em livro de João Ubaldo Ribeiro. O disco é censurado e apreendido no lançamento.
           Emplaca seu primeiro sucesso popular de música literária, com Sérgio Sá, um rap com letra baseada em seu livro Garcia Quer Brincar.
          Sua vida de poeta marginal é retratada na novela O Amor É Nosso, TV Globo, e na seqüência a novela O Louco Amor, usa seus poemas como parte da trama.
           Expõe eletro-poesias na Faculdade Candido Mendes, RJ.
           Estréia na literatura infanto-juvenil, publicando o livro de poemas Caindo na Real, pela Editora Brasiliense, ilustrado por Angeli, que permanece dois anos na lista dos mais vendidos na categoria.
          Seu livro Garcia Quer Brincar, Editora Global, apesar de rotulado como infanto-juvenil, serve de base para uma radio-novel do espetáculo de música contemporânea (John Cage etc.) MUMM no MAM  premiadíssimo do MAM-RJ, com direção de Tim Riscala.
          Utiliza seus poemas para campanhas de cidadania e meio-ambiente, como o Movimento Pró-Dignidade RJ, Usinas Nucleares Não e muitas outras.
 
 
           Década 90:
 
           Percorre 220 cidades do Brasil, norte à sul, leste à oeste, levando seu pocket-show/recital Vida de Poeta, e sua oficina para professores(as), Poesia Nota Dez!, com a metodologia que criou para “ensinar” a trabalhar poesia em sala de aula.
          Organiza e apresenta cerca de 350 recitais em locais díspares, como pubs, bares, centros comunitários, favelas etc. onde mescla diferentes representantes da poesia contemporânea brasileira.
           Abre seu leque publicando livros de poemas para todas as faixas etárias, fazendo grande sucesso com Viva a poesia viva, poemas para jovens, editado pela Saraiva, e para crianças editado pela  Globo.
           Estréia na web, logo se tornando o poeta com maior número de poemas em sites e blogs brasileiros.
 
 
           Século XXI:
 
          Se consagra como o poeta brasileiro mais lido atualmente com mais de 8 milhões de exemplares vendidos apenas nesse gênero, para crianças, jovens e adultos.
          Coordena o primeiro Simpósio de Literatura On Line do Brasil, em SP.
          Promove recitais coletivos em pubs, danceterias e bares do circuito fashion, SP e RJ.
          O século XXI o encontra como o polígrafo por excelência, com 86 títulos publicados, cobrindo todos os gêneros literários, inclusive auto-ajuda.
          Continua a percorrer o Brasil com seu recital/pocket-show e sua oficina poética para professoras.
          Continua a utilizar seus poemas para ações sociais e de cidadania.
          É coordenador do livro O Negro em Versos, levantando a poesia negra brasileira de 4 séculos , editado pela Editora Salamandra.
          Estréia a peça Diário de Uma Paixão, dirigida por Jaime Celiberto e composta por suas poesias. Premio Funarte 2006.
          Outras atividades: professor de pós-graduação em TI-Tecnologias da Informação, criador de campanhas eleitorais, jornalista, palestrante de web marketing, roteirista de cinema e televisão, publicitário, compositor.